O Google Cloud iniciou nesta terça-feira (12/5) a 13ª edição do programa Google for Startups Accelerator: Brasil, com ênfase em inteligência artificial. A iniciativa tem duração de 10 semanas e dirige-se a profissionais técnicos de startups, incluindo engenheiros de dados e de machine learning, cientistas de dados e desenvolvedores. O programa visa auxiliar essas equipes em projetos específicos.
Abordagem e Evolução do Programa
Henry Couto, head do Accelerator e do ecossistema de startups do Google Cloud, relatou que a empresa concluiu que um programa tradicional de aceleração pode gerar ansiedade nos fundadores ao tratar de diversos temas. Inicialmente, o foco estava na aceleração sobre nuvem, mas observou-se que o conhecimento gerado não era aplicado. No ano passado, a ênfase mudou para inteligência artificial, incorporando startups com projetos específicos.
Couto destacou que o programa evita ser uma tarefa adicional na agenda dos participantes. Desde o processo seletivo, exige-se que as startups apresentem um projeto engavetado ou algo que necessite de especialistas para avançar. Essa estrutura busca destravar iniciativas pendentes.
Requisitos de Seleção
O Accelerator é aberto ao público geral, mas a seleção considera critérios específicos. As startups devem ter um CTO dedicado ao negócio, produto validado com clientes pagantes, ser clientes do Google Cloud e estar em busca da Série A ou já ter recebido investimento nesse estágio. Couto enfatizou que essa fase representa um momento de validação de mercado e maior solidez para as empresas.
Apoio Prévio e Interesse no Ecossistema Brasileiro
Em 2025, o Google Cloud apoiou 6,5 mil startups brasileiras por meio de créditos e capacitação técnica. O Google for Startups Cloud Program oferece até US$ 350 mil (R$ 1,7 milhão) em créditos na nuvem para startups participantes, válidos por dois anos. Couto observou que o país atrai crescente interesse de executivos da empresa, com frequentes questionamentos sobre o ecossistema local.
Além disso, ele mencionou a geração de oportunidades para parcerias, criando pipelines de negócios de forma orgânica. O foco para este ano inclui o reconhecimento dessas possibilidades no Brasil.
Exemplo de Sucesso e Perspectivas
Couto citou o caso da Idwall, que integrou a primeira turma de residência do Google Campus com apenas quatro colaboradores e foi adquirida pela Serasa Experian na semana passada por cerca de R$ 400 milhões. Esse exemplo ilustra o potencial de crescimento de startups no ecossistema. Couto concluiu que, se as condições forem favoráveis, o Google pode se envolver mais profundamente, tornando-se sócio de empresas brasileiras.
Startups Selecionadas
A 13ª edição inclui as seguintes startups, cada uma com foco em aplicações de inteligência artificial:
- Antonella.ai: Atua como uma analista de IA sênior integrada no WhatsApp das equipes de trabalho.
- Charla: Ajuda grandes empresas a adotar modelos de agentes para automatizar decisões e operações.
- Dooers: Oferece o AgentOS, uma plataforma que unifica agentes de IA em uma força de trabalho colaborativa, segura e escalável para empresas.
- Galaxies: Cria “Personas Sintéticas” impulsionadas por IA, que simulam o comportamento do consumidor, permitindo às marcas prever reações antes de realizarem investimentos.
- Jumpad: Define-se como a camada de adoção de IA corporativa, oferecendo soberania e segurança para gerar impacto real nos negócios.
- Marisa.Care: Infraestrutura para cuidados de saúde impulsionados por IA, providenciando a camada de dados que viabiliza uma força de trabalho baseada em agentes para o setor da saúde.
- MeetRox: Sistema operacional desenhado para que profissionais de receita e agentes executem as suas próximas melhores ações de forma otimizada.
- PX Data: Plataforma corporativa de agentes de IA integrada no Google Cloud, que capacita equipes de negócio a gerar insights e automatizar decisões de forma autônoma.
- Quero Meus Direitos: Apoia pessoas em busca de justiça por meio de triagem automatizada, identificação de reivindicações baseada em IA e automação de fluxos de trabalho.
- RevisaPrev: Infraestrutura de dados de emprego impulsionada por IA que transforma o CNIS do Brasil em inteligência voltada para crédito e aposentadoria.
- Uncover: Integra fontes de dados e implementa modelos de IA para análise de ROI, otimização de mídia e previsões em alta frequência.


