Funcionários selecionados da Uber iniciaram testes de corridas em robotaxis premium baseados no SUV Lucid Gravity, equipados com o sistema autônomo da Nuro, em San Francisco. Os veículos operam em modo autônomo com um operador de segurança humano ao volante, acessíveis pelo aplicativo da Uber. Essa fase marca o progresso de uma parceria anunciada em julho de 2025, que inclui investimentos e compromissos de compra de veículos.
Testes de Robotaxi em San Francisco
A Uber e a Nuro começaram testes limitados a funcionários da Uber em San Francisco, utilizando SUVs Lucid Gravity modificados com o sistema autônomo da Nuro. Os veículos rodam em modo autônomo, com operador de segurança presente, e focam na avaliação da integração entre o stack de autonomia, o veículo e a experiência do passageiro, incluindo operações de embarque e desembarque. Essa iniciativa, iniciada na semana passada, usa o aplicativo padrão da Uber, onde a opção autônoma aparece ao lado de serviços como UberX e Uber Black.
Nuro possui cerca de 100 SUVs Lucid Gravity em sua frota de engenharia, usados para coleta de dados reais e testes de direção autônoma em múltiplas cidades e estados dos EUA. Os testes seguem fases anteriores, como testes em pista fechada e em vias públicas no final do ano passado. O lançamento público está previsto para mais tarde em 2026, após aprovações regulatórias.
Parceria e Investimentos
A parceria entre Uber, Nuro e Lucid foi anunciada em julho de 2025, incluindo um investimento de US$ 300 milhões da Uber na Lucid e um valor não divulgado na casa das centenas de milhões na Nuro. A Uber se comprometeu a comprar pelo menos 20.000 SUVs Gravity nos próximos seis anos, equipados com o sistema autônomo da Nuro, alimentado pelo computador Nvidia Drive AGX Thor. A produção de veículos modificados para serviço comercial deve começar no final de 2026, conforme arquivamento regulatório.
A Uber planeja possuir e operar o serviço premium de robotaxi, possivelmente com ajuda de terceiros, integrando-o exclusivamente ao seu aplicativo. Essa estratégia evita o desenvolvimento interno de tecnologia autônoma, em vez de parcerias como essa e com a Verne na Europa.
Tecnologia dos Veículos
O Lucid Gravity robotaxi, revelado em janeiro de 2026, é equipado com câmeras de alta resolução, sensores lidar de estado sólido e radares para percepção do ambiente real. O sistema de nível 4 da Nuro permite operação autônoma em condições específicas, com o computador Nvidia Drive AGX Thor fornecendo a potência de processamento. Os veículos são projetados para conforto premium, diferenciando-se de opções compactas de concorrentes como a frota Jaguar da Waymo em San Francisco.
Avanços em Outras Regiões
Além dos testes nos EUA, a Waymo iniciou operações em vias públicas de Londres com cerca de 100 veículos Jaguar I-Pace, cobrindo aproximadamente 100 milhas quadradas, com operadores de segurança a bordo. A empresa visa um serviço comercial de robotaxi em 2026, dependendo de avanços regulatórios no Reino Unido. Essa expansão representa o primeiro teste significativo da Waymo fora dos EUA, adaptando-se a diferenças como direção à direita e estruturas urbanas locais.
No setor de investimentos, a Wayve, startup britânica, captou US$ 60 milhões adicionais de AMD, Arm e Qualcomm Ventures, somando-se a uma rodada Série D de US$ 1,2 bilhão. Os recursos visam expandir o AI Driver da empresa para veículos de produção e robotaxis, com foco em sistemas end-to-end que reduzem dependência de mapas de alta definição, abrangendo níveis L2+ a L4.
Iniciativas no Japão
A Nissan anunciou a visão “Vision of Mobility Intelligence for Everyday Life”, incorporando o ProPILOT de próxima geração no novo Elgrand, com capacidade autônoma end-to-end até o final de 2027. A empresa introduz o “Nissan AI Drive” para avanços em direção autônoma e o “Nissan AI Partner” para experiências no veículo, centralizando a inteligência veicular na estratégia de produtos. Essa abordagem integra planejamento de produtos, software e experiência do usuário.
O governo japonês estabeleceu uma meta de cerca de 25% de participação global nas vendas de veículos autônomos na década de 2030, abrangendo software, componentes e serviços relacionados. A iniciativa posiciona a autonomia como política industrial de crescimento, visando manter a competitividade além da produção de chassis.


