DoorDash usa entregadores para tarefas digitais em treinamento de IA

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Stylized human interacting with glowing AI and robotics interfaces, symbolizing digital tasks and enhancements.

DoorDash Inc. está remunerando entregadores em alguns mercados para realizar tarefas digitais, como gravar clipes de vídeo e completar atividades que auxiliam no aprimoramento de modelos de inteligência artificial e robótica. Essa iniciativa segue o exemplo de concorrentes que utilizam trabalhadores de gigs de forma criativa no contexto do boom de IA. Paralelamente, startups enterprise de IA, como Edra e Deeptune, captaram investimentos significativos, enquanto a C3.ai enfrenta desafios financeiros.

Iniciativas de DoorDash para Treinamento de IA

A empresa de entregas lançou um aplicativo chamado Tasks, que lista oportunidades remuneradas para ações específicas. Entre elas, estão gravações de conversas não roteirizadas em espanhol ou filmagens de tarefas domésticas, como carregar lava-louças, lavar louça à mão ou dobrar roupas. Essas atividades visam melhorar modelos de IA e robótica, aproveitando a força de trabalho de entregadores em mercados selecionados.

Lançamento e Financiamento da Edra

Edra, startup sediada em Nova York fundada por ex-funcionários da Palantir Technologies, saiu do modo stealth com uma rodada Series A de US$ 30 milhões liderada pela Sequoia Capital. Os investidores incluem 8VC, focada em infraestrutura enterprise complexa, A*, e Kevin Hartz, investidor inicial do Eventbrite. Essa rodada, 67% maior que a mediana de US$ 18 milhões para Series A em software enterprise em 2026 segundo dados da PitchBook, reflete confiança na expertise dos fundadores.

Eugen Alpeza e Yannis Karamanlakis, que se conheceram na universidade há 13 anos, trouxeram experiência da Palantir: Alpeza gerenciou contas comerciais principais e liderou o lançamento da plataforma de IA da empresa, enquanto Karamanlakis atuou como o primeiro engenheiro de IA Forward Deployed, focado em implantar modelos de IA em produção. A Edra automatiza workflows empresariais ao analisar dados operacionais como e-mails, logs, tickets de suporte e históricos de chat, criando e atualizando uma base de conhecimento dinâmica. Casos iniciais concentram-se em gerenciamento de serviços de TI e suporte ao cliente, com clientes como HubSpot, ASOS, Cushman & Wakefield e easyJet.

Investimento em Ambientes de Reinforcement Learning pela Deeptune

Andreessen Horowitz liderou uma rodada Series A de US$ 43 milhões para a Deeptune, startup de IA baseada em Nova York que desenvolve ambientes de alta fidelidade para reinforcement learning simulando workflows empresariais. A abordagem dinâmica da empresa alinha-se à tendência do setor de migrar de treinamentos baseados em dados estáticos para ambientes interativos, utilizando ferramentas como Slack e Salesforce CRM. O CEO Tim Lupo compara esses ambientes a simuladores de voo, preparando agentes de IA para tarefas digitais reais.

O mercado global de reinforcement learning é projetado para crescer de US$ 11,6 bilhões em 2025 para mais de US$ 90 bilhões até 2034, impulsionado pela demanda por soluções escaláveis de treinamento de IA além de conjuntos de dados tradicionais. Esse financiamento sinaliza otimismo quanto aos métodos de aprendizado por interação, vistos como mais eficazes para aplicações empresariais complexas. A Deeptune busca avançar no desenvolvimento desses ambientes para melhorar o desempenho de IA em cenários reais de trabalho digital.

Desafios Financeiros e Operacionais da C3.ai

A C3.ai reportou receita de US$ 53,3 milhões no terceiro trimestre fiscal de 2026, 30% abaixo da previsão de US$ 75,91 milhões, com EPS de -US$ 0,40 contra a expectativa de -US$ 0,29. Em resposta, a empresa anunciou redução de 26% na força de trabalho como parte de um plano de reestruturação para economizar US$ 135 milhões em despesas operacionais até o segundo semestre fiscal de 2027. O preço das ações caiu US$ 1,91, ou 18,53%, fechando em US$ 8,40 por ação em 26 de fevereiro de 2026.

Uma investigação pelo escritório de advocacia Pomerantz LLP foi iniciada sobre possíveis fraudes em valores mobiliários envolvendo a C3.ai e sua liderança, convidando investidores afetados a se juntarem a uma potencial ação coletiva. O CEO enfatizou uma mudança para produtividade impulsionada por IA, com analistas monitorando a execução do plano de reestruturação e a integração de IA agentic em aplicações centrais, conforme cobertura de earnings. Além disso, o insider Thomas M. Siebel protocolou venda de 1,95 milhão de ações, avaliadas em cerca de US$ 17,13 milhões, após reduzir holdings em US$ 15,68 milhões desde dezembro de 2025, sob a Rule 144, o que pode indicar motivos de liquidez ou decisões estratégicas, conforme cobertura.

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