Waymo testa serviço de robotáxi em ruas públicas de Londres

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A empresa Waymo, subsidiária da Alphabet, iniciou testes de veículos autônomos em ruas públicas de Londres, com operadores de segurança humana ao volante, como preparação para um serviço comercial de robotaxi na cidade. Os veículos, equipados com o sistema de condução autônoma da Waymo, estão mapeando e validando o desempenho em condições locais do Reino Unido, incluindo rotatórias e ruas estreitas. O processo segue etapas anteriores de mapeamento manual e visa uma expansão gradual para operações sem motorista, dependendo de aprovações regulatórias.

Início dos Testes e Frota em Operação

Os testes começaram após anúncio em outubro, com veículos inicialmente conduzidos manualmente por funcionários da Waymo para mapear a cidade. Atualmente, uma frota de cerca de 100 veículos elétricos Jaguar I-Pace, equipados com o sistema autônomo da empresa, opera em uma área de 100 milhas quadradas de Londres, sempre com operador de segurança presente. O co-CEO da Waymo, Dmitri Dolgov, descreveu em post no LinkedIn sobre a fase de testes em Londres que a IA de condução central está se generalizando bem, com especialistas ao volante para dominar nuances locais e validar o desempenho em estradas do Reino Unido.

Na prática, o sistema utiliza câmeras, radar e sensores LiDAR para uma visão de 360 graus em tempo real do entorno. Uma postagem no LinkedIn da Waymo sobre investimentos no Reino Unido menciona contratações locais e estabelecimento de múltiplos centros de serviço de veículos autônomos em Londres, além de colaboração com serviços de emergência para expandir o negócio na Europa. Versões indicam que as provas iniciaram em abril de 2026, replicando o modelo usado antes de lançamentos sem condutor em cidades como San Francisco, Phoenix, Los Angeles, Austin e Atlanta, onde a empresa já opera comercialmente.

Aspectos Regulatórios e Expansão no Reino Unido

O governo do Reino Unido precisa finalizar regulamentações de seu programa de testes antes de permitir operações totalmente autônomas, com a Waymo trabalhando em conjunto com reguladores para alcançar o maior número possível de londrinos. Há versões que apontam um lançamento comercial em setembro de 2026, pendente de aprovação, enquanto outras ligam o cronograma a 2026 de forma geral. O Automated Vehicles Act, aprovado em 2024, criou o marco legal para autorizar veículos autônomos em vias públicas, contrastando com a regulação fragmentada na União Europeia.

Além disso, a Waymo tem laços prévios no país: em 2019, adquiriu a Latent Logic, startup do departamento de ciência da computação da Universidade de Oxford, que usa aprendizado por imitação para simulações realistas de carros autônomos, e lançou um hub de engenharia em Oxford. O ambiente regulatório britânico pós-Brexit é descrito como previsível e favorável à tecnologia, com as provas atuais servindo para validar resultados perante o governo.

Operações Globais e Competição

A Waymo opera uma frota de mais de 3.000 robotaxis em 11 cidades comerciais, incluindo Atlanta, Austin, Los Angeles, Phoenix e a área da Baía de San Francisco, com testes e preparativos em outros mercados. Documentos arquivados em janeiro com a National Highway Traffic Safety Administration confirmam essas cifras, embora haja possibilidade de expansão com um novo veículo tipo minivan da Zeekr. Londres representa o primeiro mercado comercial internacional da empresa, após testes em Tokyo, onde Nissan assinou acordo em março para programa piloto até o final de 2026; Wayve e Uber também planejam lançamentos de robotaxi em Londres.

Em seguida, o serviço Waymo One nos EUA realiza mais de 250.000 viagens pagadas por semana, com investimentos da Alphabet superiores a 45.000 milhões de dólares desde a fundação e uma rodada adicional de 5.600 milhões em 2024. Competidores como WeRide operam em Abu Dabi e Dubai com presença na Europa, Zoox avança nos EUA e Cruise reduziu operações após acidente em 2023, mas o setor acelera. O modelo elimina custos de condutores, que representam 60% a 75% das despesas em ride-hailing tradicional, embora cada veículo equipado custe entre 150.000 e 200.000 dólares.

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