A aquisição da startup israelense de cibersegurança Wiz pelo Google, no valor de US$ 32 bilhões em dinheiro, representa o maior negócio da história da empresa americana e reforça sua posição no mercado de nuvem e inteligência artificial. O acordo, fechado após negociações intensas e revisões antitruste nos Estados Unidos e na Europa, integra a Wiz ao Google Cloud, mantendo sua abordagem multi-nuvem e suporte a plataformas como Amazon Web Services, Microsoft Azure e Oracle Cloud. Inicialmente rejeitada em 2024 por US$ 23 bilhões, a oferta foi revisada em 2025, com o fechamento ocorrendo em março de 2026, segundo fontes.
Detalhes da Transação
O negócio foi anunciado em março de 2025 e concluído em março de 2026, marcando uma reversão dramática após a recusa inicial da Wiz a uma proposta de US$ 23 bilhões em 2024. Na época, o CEO e cofundador da Wiz, Assaf Rappaport, de 42 anos, afirmou que a empresa buscaria uma oferta pública inicial e US$ 1 bilhão em receita recorrente anual até 2025. As negociações foram retomadas no início de 2025, culminando em um acordo de US$ 32 bilhões em dinheiro, que inclui um acréscimo de US$ 9 bilhões para viabilizar o fechamento após revisões regulatórias.
De acordo com o sócio da Index Ventures, Shardul Shah, a Wiz beneficia-se de três tendências principais: inteligência artificial, nuvem e investimentos em segurança. O Google descreveu a aquisição como um investimento para melhorar a segurança em nuvem e permitir que organizações construam rapidamente em qualquer plataforma de nuvem ou IA, conforme anúncio oficial do Google Cloud. A Wiz manterá sua marca e compromisso com a segurança em múltiplos ambientes de nuvem.
Histórico e Contexto da Wiz
Fundada em Israel, a Wiz fornece uma plataforma de segurança que ajuda ambientes de nuvem a prevenir e responder a ameaças cibernéticas, posicionando-se como uma das empresas de cibersegurança de crescimento mais rápido. O CEO Assaf Rappaport destacou o potencial de expansão além da oferta inicial de 2024, optando por planos de IPO. Com a integração ao Google Cloud, a startup opera como uma aposta principal para fortalecer capacidades de segurança, combinando sua plataforma com ferramentas existentes de inteligência de ameaças e operações de segurança do Google.
Discussões sobre o negócio foram abordadas em um episódio do podcast Equity da TechCrunch, onde Shardul Shah analisou o que torna a Wiz valiosa nesse preço, ao lado de outros tópicos da semana, como um incidente envolvendo um funcionário do DOGE na Administração de Seguridade Social dos EUA, startups de voz como Taya e Sandbar, e aquisições como a da Meta pela Moltbook. O episódio completo pode ser ouvido no YouTube, Apple Podcasts, Overcast, Spotify, X ou Threads.
Impactos para o Google e o Mercado
O Google Cloud, que detém cerca de 10% do mercado de infraestrutura de nuvem — atrás da AWS com 33% e da Microsoft Azure com 22% —, ganha credibilidade imediata com clientes empresariais por meio da tração da Wiz em receita recorrente crescente. O CEO do Alphabet, Sundar Pichai, descreveu a parceria como um passo importante para uma segurança em nuvem mais forte. A combinação visa criar uma oferta unificada de segurança em ambientes de nuvem e híbridos, ajudando a atrair mais clientes empresariais e acelerar o crescimento.
Em termos financeiros, o Alphabet reportou receita de US$ 113,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 18% em relação ao ano anterior, com o Google Cloud crescendo 48% para US$ 17,7 bilhões, impulsionado por demanda por infraestrutura de IA e um backlog de US$ 240 bilhões. Para 2026, os gastos de capital estão projetados entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões, focados em expansão de IA e nuvem. Analistas veem potencial de alta de 25% no preço-alvo médio das ações do Alphabet, em US$ 379,21, com rating de “Strong Buy” de 47 entre 55 analistas.
Mais detalhes sobre o fechamento e os ganhos para fundadores e investidores da Wiz estão disponíveis em reportagem da Forbes sobre o takeover. O anúncio inicial do acordo foi coberto em matéria da TechCrunch de março de 2025.


