A geração que se diz cansada dos aplicativos de relacionamento está apostando cada vez mais em encontros presenciais em San Francisco (EUA). Eventos de matchmaking estilo programa de TV, newsletters que organizam jantares para leitores e até encontros anunciados por jornal impresso são algumas das alternativas que surgem para promover a conexão real.
Eventos lotados e dados de crescimento
O mercado de eventos para solteiros está em expansão. De acordo com dados compartilhados com o Axios compartilhados com o Axios, a quantidade de eventos para solteiros na plataforma Eventbrite dobrou entre 2022 e 2025. As opções variam de festas como a Red Flags Party, onde os participantes se identificam com seus piores defeitos, a encontros como o tantra speed dating, que combina exercícios de respiração sincronizada com um ritual silencioso de contas para sinalizar interesse.
Formatos criativos de apresentação
Uma das organizadoras do evento Date My Friend, Lucy Segraves, afirmou que as pessoas estão “muito cansadas dos aplicativos de namoro”. A dinâmica proposta pelo grupo reúne uma plateia para assistir a apresentações de quatro minutos, completas com apresentação de slides, onde os participantes defendem por que alguém deveria sair com um de seus amigos. Segundo Segraves, um dos participantes conseguiu 17 encontros após o evento.
Amizade e tela zero
O movimento não se limita ao romance. O escritor Stuart Schuffman, conhecido como Broke-Ass Stuart, lançou um clube de jantares que usa um algoritmo para sentar cinco ou seis leitores em restaurantes de bairro. Schuffman disse ao Axios que o foco é mais sobre amizade do que encontros amorosos, e o primeiro evento atraiu quase 100 pessoas espalhadas por mais de uma dúzia de restaurantes.
Para quem prefere evitar telas, existe o grupo Conference, cujos encontros são divulgados tanto online quanto em um jornal impresso, tornando os eventos opcionais em relação ao uso de dispositivos digitais do início ao fim. As reuniões ocorrem em bares e cafés da Bay Area, com temas que vão do muito amplo ao extremamente específico.
A busca por conexão humana
Na avaliação de Schuffman, “todo mundo ficou preso atrás do celular nas últimas duas décadas, e isso não é bom para a humanidade”. Segundo ele, as pessoas “querem mais conexão e menos rolagem sem fim”.

