Eclipse foca em physical AI com US$ 1,3 bilhão

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Stylized figures interacting with glowing geometric shapes, representing digital and physical realm integration.

A firma de venture capital Eclipse, sediada em Palo Alto, tem direcionado investimentos crescentes para o mundo físico, com foco em startups de tecnologias autônomas e robótica. Entre os aportes recentes, destacam-se empresas como Arc, desenvolvedora de barcos elétricos, Redwood Materials, de reciclagem e materiais para baterias, Bedrock Robotics, de veículos de construção autônomos, Wayve, de tecnologias para veículos autônomos, e Mind Robotics, laboratório de robótica industrial. Com um novo fundo de US$ 1,3 bilhão, a empresa busca impulsionar o que seu sócio Jiten Behl chama de próxima era tecnológica, marcada pela transição de inovações digitais para ações no mundo real.

Investimentos Recentes no Mundo Físico

A Eclipse tem aumentado os investimentos em áreas que conectam inteligência artificial ao ambiente físico, refletindo o crescimento no tamanho médio de seus negócios nos últimos anos. Exemplos incluem a expansão da Arc em barcos elétricos comerciais e de defesa com captação de US$ 50 milhões, a atração da Google para a série E de US$ 425 milhões da Redwood Materials amid demandas por energia de IA, e a captação de série A de US$ 500 milhões pela Rivian e Mind Robotics para robôs industriais movidos a IA. Esses aportes abrangem setores como transporte, energia e infraestrutura. Behl destacou que o termo “physical AI” ganhou ubiquidade como sinal dessa colisão entre IA e o mundo físico.

Novo Fundo de Capital

A Eclipse captou US$ 1,3 bilhão em capital fresco, dividido entre um fundo de incubação em estágio inicial de US$ 591 milhões e outro voltado para startups em crescimento. Esse recurso permite à firma apoiar empresas ao longo de seu ciclo de vida, conforme Behl. Ele descreveu o montante como um “war chest” para impactar o mercado de forma significativa. A iniciativa é impulsionada por uma confluência de talento, avanços tecnológicos, demanda, políticas e, claro, capital.

Visão para a Próxima Era Tecnológica

Behl comparou a atual fase a ondas anteriores de inovação, como internet, mobile cloud e mídias sociais, nos últimos 20 anos. Nesta era, as tecnologias saem das telas para o mundo físico, com níveis avançados de inteligência e ações concretas para resolver problemas reais, segundo ele. A Eclipse planeja investir em todos os setores físicos, incluindo transporte, energia, infraestrutura, computação e defesa. Na prática, a firma busca startups que operem entre empresas, conectando setores para construir escala.

Estratégia de Ecossistema e Parcerias

A abordagem da Eclipse envolve criar uma rede ou ecossistema de startups em campos sobrepostos, que possam se tornar parceiras ao crescerem. Behl enfatizou que a escala é essencial, e parcerias precoces entre empresas do portfólio constroem provas de conceito para acessar novas demandas. As companhias trabalharão diretamente umas com as outras e, idealmente, com os parceiros mútuos. Além disso, dados compartilhados entre setores serão usados para treinar modelos de IA mais inteligentes, criando um “moat” que beneficia um grupo mais amplo.

Incubação e Ideias em Desenvolvimento

Algumas startups serão incubadas dentro da Eclipse a partir do novo fundo, e o processo já começou, conforme Behl. A firma trabalha em “algumas ideias realmente legais”, sem dar detalhes, mas com interesse em conexões entre setores. Isso visa construir escala cross-setorial e usar dados para fortalecer modelos de IA. Em eventos como o TechCrunch Disrupt 2026, em San Francisco de 13 a 15 de outubro, founders e investidores poderão explorar oportunidades semelhantes, com mais de 10 mil participantes em sessões e introduções.

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