As ações da Nvidia Corp. registraram alta de 4,3% na sexta-feira, alcançando US$ 208,26 e rompendo um recorde que se mantinha desde outubro. Essa valorização elevou a capitalização de mercado da empresa para mais de US$ 5 trilhões, consolidando sua posição como a companhia mais valiosa do mundo. O movimento reflete o impulso no setor de semicondutores, impulsionado por gastos em inteligência artificial.
Alta das Ações da Nvidia e Marco de US$ 5 Trilhões
As ações da Nvidia subiram 4,3% para US$ 208,26 em meio a um rali amplo no setor de semicondutores, superando o recorde anterior de outubro. Há quatro semanas, o valor havia caído 20% em relação ao pico de fechamento em 29 de outubro. A recente alta quebrou um intervalo de negociação que a ação mantinha por grande parte do ano, com ganho de 12% no acumulado do ano e contribuição de cerca de 20% para o avanço de 4,7% do índice S&P 500, conforme dados compilados pela Bloomberg.
O ganho na sexta-feira, datado de 24 de abril de 2026 em uma das fontes, impulsionou a capitalização de mercado para além de US$ 5 trilhões, estendendo a liderança global da empresa. Desde o fim de 2022, a ação acumulou alta superior a 1.400%, adicionando mais de US$ 4,5 trilhões em valor de mercado. Essa trajetória transformou a Nvidia de especialista em placas gráficas para principal fornecedora de infraestrutura tecnológica.
Rali no Setor de Semicondutores
O avanço da Nvidia estendeu-se a outras empresas do setor. As ações da Intel subiram 24% em um único dia, o melhor desempenho desde 1987, após relatório de receita do primeiro trimestre de US$ 13,58 bilhões, superando estimativas e com crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior. A demanda por processadores Xeon para servidores capazes de inteligência artificial contribuiu para o movimento, revertendo quedas anteriores em cinco dos sete trimestres prévios.
A Advanced Micro Devices (AMD) ganhou mais de 14%, fechando em US$ 349,54, após upgrade de preço-alvo pela DA Davidson em 70%, baseado em projeções de demanda por CPUs. A Qualcomm avançou mais de 8%, para US$ 144,85, beneficiada pela migração de workloads de IA para dispositivos de borda, como smartphones e veículos. O índice Philadelphia Semiconductor subiu mais de 4%, atingindo máxima histórica, enquanto o ETF iShares Semiconductor (SOXX) avançou 4,67% no dia, com retorno mensal de 40,4% até 24 de abril.
O S&P 500 fechou em máxima histórica, com alta de 0,6%, e o Nasdaq subiu 1,8%, também em recorde. O setor de semicondutores liderou os ganhos em 2026, superando outros segmentos.
Perspectivas de Crescimento e Desafios
A posição da Nvidia é sustentada por expectativas de gastos massivos em infraestrutura de computação para IA, promovendo crescimento de longo prazo para fabricantes de chips. Clareza adicional virá na próxima semana, com resultados trimestrais de Microsoft Corp., Amazon.com Inc., Alphabet Inc. e Meta Platforms Inc., principais investidoras em IA. Analistas projetam que o mercado global de semicondutores atinja quase US$ 1 trilhão em 2026, com terceiro ano consecutivo de crescimento de dois dígitos, impulsionado por demanda de IA, chips automotivos e digitalização industrial.
Desafios incluem escassez de eletricidade, cobre e gases para manufatura, além de atrasos em data centers por limitações de infraestrutura de energia. Tensões geopolíticas entre EUA e China, com controles de exportação, podem afetar receitas de vendas para o mercado chinês. Restrições regulatórias globais sobre IA também representam risco, potencialmente limitando desenvolvimento e adoção de aplicações.
Valuações elevadas incorporam anos de domínio em aceleradores de IA, com pressões competitivas de AMD, Intel e chips personalizados por provedores de nuvem como Amazon, Google e Microsoft. Para Intel, a recuperação exige execução sustentada, com o negócio de fundição ainda distante da lucratividade e demandando investimentos elevados. A AMD, com menor participação de mercado, tem espaço para expansão até 2026, mas opera em múltiplos premium.


